sábado, 20 de outubro de 2007

Despedida de Camnitzer


Nesta sexta feira, pela manhã, o Professor Luis Camnitzer veio se despedir de sua criação. Com sua câmera à mão, registrando tudo, estava muito emocionado. Chegou por volta de 10:45, me deu um forte abraço (o que me surpreendeu!) e começou a perguntar sobre o nosso trabalho e como estavam indo as coisas. Conversamos um pouco e ele logo elogiou o espaço como um todo, chamando atenção especialmente para os trabalhos expostos, no corredor e nos aletiês. Ele estava empolgado, disse que sentia uma energia, uma eletricidade na Bienal.
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No meio da conversa chegou uma turma e tive que dar uma oficina (estávamos em 3 coordenadores e 4 oficineiros e tínhamos 16 oficinas!!). Então convidei-o para acompanhar o trabalho. Era uma turma da Escola Maurício Sirotski Sobrinho, 8ª série, vinda da visita ao roteiro 3, Conversas. Distribuí o material e perguntei que obra eles tinham mais gostado. Citaram várias, mas a maioria concordou em ter gostado do trabalho da Laura Belém. Então propus que cada grupo criasse uma outra possibilidade para o título: Ainda Outono.
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Enquanto eles trabalhavam continuei a conversa com o Camnitzer. Comentei com ele que apesar de estarmos fazendo um bom trabalho, de estarmos nos esforçando, havíamos recebido muitas críticas, das quais ele quis saber mais. Falei que nos cobravam um fechamento mais focado, uma reflexão mais aprofundada e conexões mais claras entre a proposta da oficina e as obras da mostra. Depois disse a ele que entendíamos que a oficina servia como uma abertura e não como um fechamento, que servia como ponto de partida e que não tínhamos controle sobre o resultado disso. Ele concordou e disse que a oficina é uma semente e que a experiência proporcionada pela oficina é o que vale. Afirmou ainda que em 30 minutos de trabalho não podíamos esperar muito mais do que isso, que o curto tempo realmente é um forte limitador.
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Comentou também que estava fotografando tudo para apresentar o Espaço Educativo da 6ª Bienal do Mercosul como exemplo bem sucedido em um evento que irá particioar no Rio de Janeiro, da Coleção Daros, da Suíça, que abrirá no Rio a Casa Daros, instituição de arte voltada para exposições, residência de artistas e projetos educacionais.
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Tiramos fotos com os alunos e se aproximava a hora dele ir pro Aeroporto. O professor Camnitzer se despediu de sua criação, emocionado, feliz, satisfeito e nos parabenizando pelo sucesso do trabalho.
Parabéns a todos, pela coragem, pelo empenho, pela energia e pelos sorrisos.
Um forte abraço!
Estêvão













3 comentários:

Espaço Educativo 6ª Bienal do Mercosul disse...

maaaassa...

Lili disse...

Olá, fiquei muito satisfeita de saber da presença da arte-educação na 6ª bienal do mercosul. Isso é fundamental...fazer essa ponte da produção e seus conteúdos com o educador. É uma pena a perda do Luis Camnitzer, figura muito importante no campo da arte e educação.
Sou diretora de uma escola de ensino da arte pública que fica em Nova Friburgo, interior do RJ e que conta com 1300 alunos estudando algumas linguagens da arte.

Espaço Educativo 6ª Bienal do Mercosul disse...

Ei, não "perdemos" o Camnitzer. Ele só foi embora pra casinha, mas toda a presença dele tá aqui.